Histórico

UFBA em Campo e a criação das ACCS

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O UFBA em Campo, concebido como programa extensionista, desenvolvido na Pró-Reitoria de Extensão Universitária, teve como proposta apresentar a Universidade Federal da Bahia fora dos seus muros à comunidade de todo o estado.

O UFBA em Campo, criado em 1996, a partir do IV Seminário de Extensão,  buscou construir uma interface ativa entre pesquisa-ensino e sociedade. De acordo com o professor Luiz Felippe Perret Serpa, Reitor na época, o programa UFBA em Campo, pretendeu criar novos espaços de produção e reprodução do conhecimento, superando o caráter iluminista e autárquico da Universidade em relação à sociedade. “Desejávamos desenvolver novas experiências de aprendizagem, reconhecendo o caráter multirreferencial da sociedade, para encontramos novos caminhos, novos objetos de estudos e novos métodos de trabalho para produção do conhecimento”, comentou.

Segundo o professor Heonir Rocha, Reitor em 1998, o UFBA em Campo indicava uma nova fase de atuação da Universidade na área de extensão. “O UFBA em Campo é um programa que contribui para a formação da cidadania e que desperta no jovem o desejo de ser útil”, afirmou. Na época, o Prof. Dr. Paulo Lima, Pró-Reitor de Extensão Universitária, destacou a concepção do Programa como uma “alternativa para renovação das atividades de extensão da UFBA e como uma busca de caminhos que permitisse a construção de uma interface ativa entre pesquisa-ensino e sociedade” .

Além da criação do UFBA em Campo, o IV Seminário de Extensão resultou numa mudança cultural dentro da Universidade, as experiências destes encontros ficaram registradas no Livro UFBA em Campo (1996-1998) “Uma experiência de articulação ensino/pesquisa e sociedade”.

A partir do Seminário, duas linhas de desenvolvimento foram criadas: uma sistemática e coordenativa, com a criação de Grupos Interdisciplinares incorporando qualidade de vida, auto-gestão de comunidades, formação e cidadania, matrizes culturais, conhecimento e modernidade. E a outra, objetivando apresentação e realização de experiências que pudessem servir de referências para as mudanças institucionais.

A segunda alternativa preservou a ideia da interdisciplinaridade e ganhou consolidação, com a realização de experiências referenciais. Veio à tona, a ideia do trabalho com municípios baianos, apesar do nome UFBA em Campo abrigar projetos em comunidade de Salvador também. Dois projetos demarcaram esse primeiro momento: Pulando a Fogueira e Conhecer Salvador. Inicialmente, esses projetos contaram com cerca de 400 estudantes e mais 40 professores. Dentre os objetivos estavam a articulação do tripé acadêmico, a sensibilização da comunidade interna da UFBA, e propiciar o surgimento de temas relevantes para pesquisa e empreendimento e, ainda, a fomentação de parcerias.